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1 - Quando
o(a) senhor(a) decidiu: "Vou ser escritor"?
Foi na Alemanha, quando comecei a escrever o livro “O Gato e a Revolução”.
A idéia surgiu de um debate entre amigos de várias nacionalidades
sobre as razões de tantos golpes de estado na América Latina. Quando
nos separamos, de madrugada, comecei a escrever o livro e senti que essa
era, de fato, a minha maior vocação. “O Gato e a Revolução” foi
lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, em 1967 e retirado de
circulação pela ditadura em 1968.
2 - O que um
escritor faz para se divertir?
Eu gosto de viajar, montar a cavalo, ler bons livros, curtir a família,
lecionar nas minhas oficinas de criação literária, beber vinho tinto
no inverno, cerveja gelada no verão, comer sashimi com pauzinhos, kibe
cru, frutos do mar na beira
da praia e churrasco na beira do fogo.
3 - O que
lhe deixa estressado?
Burrice, prepotência, desgoverno.
4 - E na hora
de relaxar, o que fazer?
O mesmo que faço para me divertir.
5 - Uma grande
paixão?
Maria Berenice.
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6 - Um grande
prazer?
Voltar a Paris.
7 - Um fato
marcante em sua vida (relacionado ou não a sua obra literária)
Nosso trem chegando em Alegrete quando eu tinha quatro anos de idade. De
repente, tornei-me conterrâneo de Oswaldo Aranha, Mario Quintana e Sérgio
Faraco.
8 - Cinema clássico
ou contemporâneo? Qual seu filme preferido?
Ambos. O meu mais recente filme preferido é o documentário “Tiros em
Columbine”.
9 - Teatro ou
música?
Ambos outra vez. Se for obrigado a escolher, teatro.
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9 - Um
ponto de inspiração?
A infância e adolescência na fronteira, misturadas com alguns anos de
mocidade na França.
10 - Dia
ou noite?
Madrugada. É quando começo a escrever, todos os dias, quando estou
trabalhando num romance.
11- Prato
preferido?
Sashimi.
12 - Água ou
vinho?
Os espanhóis dizem: si el cuerpo pide água, dele vino. Concordo
com eles.
13 - Próxima
viagem?
Machu Pitchu.
14 - Na
sua opinião, o que falta para o brasileiro ter o hábito da leitura?
Como o(a) senhor(a) adquiriu este hábito?
O brasileiro em geral precisa de escola gratuita e obrigatória para
aprender a ler e gostar de ler. Eu tive isso e muita influência do meu
pai, um grande contador de histórias.
15 - Um ídolo
literário?
Ernest Hemingway.
16 - Uma
grande obra? Qual o livro que gostaria de ter escrito?
“O velho e o mar”.
17 - O(a)
senhor(a) sonha em ingressar na Academia Brasileira de Letras?
Sim. Mas não tenho ainda coragem de concorrer.
18 - Ser
patrono da Feira do Livro é...
Um troféu para o resto da vida e para os filhos e netos irem contando
que o pai e o vovô chegou lá.
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